NAGI NO ASUKARA

Nagi no Asukara conta-nos a história de uma realidade alternativa. Desde os tempos mais remotos, a civilização humana vivia no fundo do oceano. No entanto, muitos humanos tinham o sonho de um dia poder viver na superfície, o que acabou por acontecer. Tal fenómeno gerou uma separação na espécie humana e duas culturas diferentes foram criadas.

O anime segue em particular a história de quatro adolescentes que sempre viveram no mar. Certo dia a sua escola fechou e estes viram-se obrigados a frequentar o ensino da superfície. Agora, convivem abertamente com os seus semelhantes fora do oceano, porém rodeados com perspetivas diferentes.

Quem tem por hábito ler as minhas análises, já deve ter verificado que sou bem mesquinha com a maioria das premissas. Porém, esta em particular intrigou-me. Finalmente temos algo que não apela a superpoderes exóticos ou a uma sociedade que vive no apogeu de um apocalipse. É uma perspetiva simplesmente diferente e cativante, principalmente para quem, assim como eu, tem uma paixão exuberante pelo mar.

A possibilidade de conhecer dois mundos num só anime conquistou-me e engrenei na aventura. Aventura essa que nos seus primórdios possuía um ritmo típico de Slice of Life. Acompanhávamos a rotina de quatro jovens amigos com personalidades diversificadas que saíam do mar e se encaminhavam para a escola. A grande diferença é que aqui as brigas surgiam devido às diferenças culturais.

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São todos seres humanos, eu sei. E de certa maneira as culturas não são assim tão opostas ao ponto de se gerar tais guerras. No anime temos a perceção que existem alguns costumes diferentes. Na terra comem mais carne, no oceano comem mais peixe. Na terra a diversidade genética é maior, no oceano todos têm olhos azuis.

O maior problema é, sem dúvida, a mentalidade fechada no povo do mar. Não conseguem perdoar o facto de muitos humanos se terem ido embora e voltado as costas aos seus princípios. O povo da superfície nega qualquer “traição” ao oceano e a luta continua.

Quando Hikari, Manaka, Chisaki e Kaname começaram a passar grande parte do seu dia na terra acabaram por conviver de perto com esse preconceito. Os colegas não gostavam deles, os mais velhos olhavam-nos de lado e era assim o seu dia-a-dia.

O anime exemplifica e mostra de maneira brilhante o que é o racismo – um preconceito que vai muito além da tonalidade da pele e da cor dos olhos. Algo que está entranhado de modo crítico na sociedade. Retrata a dificuldade do ser humano em aceitar o diferente, a dificuldade que os mais jovens sentem quando querem fazer algo inovador.

Realmente o foco da trama acaba por ser um grupo de jovens que vivem na linha central de um conflito entre nações e que dali para a frente terão de lutar por um futuro mais acolhedor. Contudo, Nagi vai tão além disso! Inúmeros temas são abordados. Pessoalmente, um daqueles que mais me emocionou foi a questão da “luta”. O anime reforçou várias vezes a importância de correr atrás do que acreditamos. De continuar em frente independentemente da probabilidade de dar errado e de trabalhar em equipa. A necessidade de se submeter a determinados sacrifícios para atingir os fins.

O enredo de Nagi é delicadamente simples e maravilhoso. A história que envolve os protagonistas é extremamente rica em conteúdo, em poderosas mensagens e em bonitos significados. Não deixa de ser uma aventura contada num tom entristecedor, é realmente difícil imaginar o que os personagens sofrem para conseguirem alcançar os seus objetivos. Apesar de existirem enigmas constantes e mistérios avassaladores, a beleza da história está contida em pormenores minimalistas. É incrível como num mundo de pura fantasia conseguiram encaixar conceitos que são-nos tão familiares.

Regra geral, animes de drama têm tendência a avançar devagar. Nagi não é diferente nesse aspeto. Os episódios passam, e nada de grandioso acontece. Reclamei tanto disto quando comecei a assisti-lo! Mas a verdade é que o tempo decorria e quando dei por mim já tinha visto metade da série. É simplesmente viciante, é como se fizesses parte daquele enredo e de um momento para o outro estás a sentir a dor deles. Porque as personagens sabem exatamente o mesmo que tu e descobres as respostas com o progresso da obra.

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Btoom

O anime é basicamente inspirado num jogo, que se desenvolve tanto no mundo virtual, como na vida real, mas, apesar da boa história que o anime apresenta, e uma animação razoável e interessantes, acaba por ter e apresentar muito mais do que só estes dois tópicos. Muitas vezes, observamos a evolução das personagens, e nunca daria para imaginar que algumas acabassem por ser mais importantes do que as personagens com que convive Sakamoto, ou que muitas delas são meio bipolares, o que mostra que,  quase todas as vezes, as personagens aparentam ser algo que afinal não são.

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A animação muitas das vezes tem partes dos desenhos bem estranhos, posso dizer que este anime tem a sua própria marca na animação, não é dos melhores, mas tem uma parte técnica bastante própria, que algumas vezes até é agradável de ver, muito mais do que outros. A histórias apresenta características próprias que se desenvolvem facilmente e vão evoluindo cada vez mais com o passar do tempo, chegando a ter partes muito boas da história, ao ponto de viciar qualquer um. Provavelmente o pior de todo o anime, é não haver uma segunda temporada, porque apesar de tudo, a animação e a história são muito boas para ver, daí apenas faltar mesmo uma continuação. É um anime muito interessante para acompanhar em quanto ele vai desenvolvendo, com todas as personagens, lutas e ate romance, acabando assim por nos fazer viciar facilmente.

Shigatsu wa Kimi no Uso

SHIGATSU WA KIMI NO USO O MELHOR MAS EU REPITO E VOLTO A REPETIR O MELHOR ANIME DE ROMANCE E DRAMA, logo nos primeiros episódios deste anime somos introduzidos neste universo de cores e sentimentos que vibram em torno da música da Kaori, que não segue as regras e toca apaixonadamente pelo seu próprio estilo de música. Uma personagem nitidamente viva, corajosa e capaz de inspirar muitos outros músicos ao seu redor, e é  exatamente isso que ela fez com Kousei.

Assim como uma grande parte do público, logo de seguida Kousei apaixona-se pelo jeito da personagem que, apesar de saber que ela está apaixonada e está a envolver-se com o seu melhor amigo, ele deixa-se envolver pelas cores que circulam a volta da jovem violinista, que o desafia a voltar a tocar Piano.

O que mais me agradou nesta história é a forma como os personagens interpretam a música ,um meio para alcançar e atingir os sentimentos daqueles que são importantes para eles. Com uma trilha sonora de cortar a repiração, cheia de Clássicos intocáveis desta história como o genial Frédéric Choupin, a cada música nova tocada por Kousei, Kaori ou por outros personagens, somos inundados por um mar de sentimentos positivos, negativos, carregados de arrependimento ou alegria, o que nos faz ficar cada vez mais atentos com os olhos ao que irá acontecer com ambos os personagens. O anime em diversos momentos da pistas do que está para vir, mas somente na segunda metade ele nos mostra qual é o principal desafio a ser encarado, ou destino a ser aceito.Fiquei absolutamente impressionado na qualidade de produção das cenas musicais do anime, geralmente este tipo de obra com um enredo mais dramático não conta com tanta qualidade de produção sonora e visual, e, talvez, esse seja um dos principais pontos fortes de Shigatsu Wa Kimi No Uso.

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Os três últimos episódios levam-nos cada vez mais para dentro da história, que nos brinda com um desfecho capaz de fazer qualquer um chorar, momentos que trazem um desfecho repleto de criatividade, com maestria um clássico da música e a qualidade talento de um bom roteiro. Se quiséssemos traduzir do Japonês para português, a série  ia se chamar  “A tua mentira em Abril”. Em determinado momento, quando o sentido deste nome fica exposto na história, faltaram-me as lágrimas para expressar o quão simples e significativo ele é.

A animação foi uma adaptação da série de mangás do mesmo nome, criada e ilustrada pela Naoshi Arakawa, que teve a sua publicação em forma na TV lançada em 9 de Outubro de 2014.

Em resumo, este foi o primeiro anime que me fez chorar como uma criança, apaixonado e triste, estava a ser levado pela música que queria falar, fui alcançado e atingido por Kousei e Kaori. Um obrigado por esta surpresa, encontrar esta história, e me sinto-me na obrigação de passar esta riqueza por de trás de Shigatsu Wa Kimi no uso para outras pessoas. Portanto, caso sejam apaixonados por animes assim como eu, que gostam de descobrir histórias que não estão tanto em destaque e que levantem diversos pontos de reflexão com a capacidade de emocionar, essa é sem dúvidas a melhor escolha. Embarquem de cabeça nesta história, vocês não se vão arrepender.

Angel Beats

Angel beats um dos mais famosos e mais bem estruturados que ja vi, foi anime extremamente elogiado, e que de fato tem uma imensidão de pontos positivos, mas ao mesmo tempo tem certos detalhes que não o permitem ser chamado de obra prima, vou falar sobre ele, Na minha opnião pessoal este anime 10/10.

Este anime foi sem dúvida um dos animes  que marcou a minha vida de otaku, ele tem tudo que um bom anime deveria ter, história intrigante, personagens bem acima da média com personalidades únicas, mas ao desenvolver um senso crítico e rever o anime percebi certas “falhas” que me deixaram triste, logo abaixo irei começar. Mas de logo adianto é uma obra do famoso Jun maeda e neste anime ele acertou BEM MAIS que no último dele… ou seja Charlotte.

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Primeiramente a história, não há mesmo o que reclamar ao menos no que se refere a premissa, é algo único e interessante, “uma escola no mundo pós-morte” de fato é algo muito legal de se imaginar não é? e de fato a história é bem montada até onde pode…o problema na minha opinião é que eles montaram um mundo cheio de possibilidade, de mistérios, ou seja uma história bem aberta, e tentaram resolver tudo e concluir a história em apenas 13 episódios, o que resultou que o anime deu um tom de “corrido” não vou citar aqui, mas teve alguns mistérios que foram deixados de lado no final por exemplo, que nunca puderam ser respondidos, isso apenas para os que prestarem atenção, mas fora isso, a história é promissora, ela te afeta DE VERDADE, então no que se refere ao sentimento que o anime quer passar, este sem dúvidas passa muito, por isso em minha nota emotiva esse anime sempre vai ser 10, eu realmente não tinha percebido quando vi o anime pela primeira vez em 2013, depois quando fui revendo, fui percebendo que a história soou muito corrida e incompleta, apesar de mesmo assim ter passado o sentimento que o anime propõe, o que queremos ver nós vimos, o problema é ” poderia ter sido melhor” ou ” faltou algo ali” essa foi minha reação ao ver o anime de novo, mas para quem quer um anime curto e não liga muito para os detalhes, EU RECOMENDO MUITO, ela tem muitos sentimentos baseados na vida e lamentações, afinal é um mundo onde você poderia fazer o que deixou para trás na vida anterior, ou seja seus arrependimentos, e como isso é expresso é lindo, pena que não acontece com muitos personagens..devido a falta de episódios, ta ai o problema que falei mas não irei falar mais nada…

Pense num anime que tem um potencial gigantesco associado a bons personagens? esse seria Angel Beats o problema é o fato de eles tentarem resumir isso tudo em uma história pequena o qual não consegue corresponder a sua qualidade, o anime não aprofundou onde deveria e soou meio apressado a sua conclusão, por este motivo já perdeu 1 ponto comigo, mas pelo fato de ainda ter uma história muito promissora e carácteres ótimos ainda conseguiu a média de um anime bastante acima da média..e como eu disse se algum dia fizerem o reboot com o novo jogo que esta lançando, e adaptar a história de forma completa, ele sem dúvidas vai ter o potencial para ser um dos melhores dos últimos tempos, é assim que eu acho.

Rakudai Kishi no Cavalry

Para começar, temos um protagonista que apesar da sua fama duvidosa, possui um tremendo poder e uma capacidade de luta brilhante e temos uma tsundere que por uma “infelicidade” é obrigada a dormir no mesmo quarto que ele. A vida é mesmo injusta, não é mesmo?! Os dois defrontam-se logo no primeiro episódio e nos dois ou três seguintes, mais mulheres vão sendo introduzidas na narrativa, formando assim o nosso conhecido “harem”.

Quando já toda a gente esperava um anime carregado de clichés e de peitos, Rakudai decide mostrar que na realidade não é só mais um ecchi.

Rakudai possui vários fatores que o diferenciam dos demais, começando pelo romance. Quem já viu animes de harem sabe que, regra geral, o protagonista não escolhe nenhuma das mulheres que o rodeiam e demonstra interesse em todas. Aqui esse cliché é completamente abolido. Ikki decide-se facilmente e muito rápido, sendo que no quarto episódio começa a namorar com uma das raparigas. Obviamente que este pormenor deixou toda a gente surpreendida. Afinal, não foi só o facto de o romance existir, mas também o realismo com que o mesmo evoluiu. Sejamos sinceros, na maioria dos animes, o casal precisa de cinquenta e dois episódios para avançar – na vida real as coisas não funcionam assim e emRakudai também não.

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É muito interessante ver a construção da relação deIkki e Stella. Como já referi, Stella é uma tsundere e como tal lidar com ela não se revela a tarefa mais fácil do mundo, mas Ikki leva-a a cabo de maneira exemplar. De episódio para episódio a interação entre ambos vai fluindo. E mesmo que tenham brigas e percalços – como qualquer casal – eles tentam sempre arranjar uma solução.

É aqui que Rakudai soma pontos. As personagens do anime são muito bem trabalhadas e as mulheres bonitas não funcionam apenas como adereços ou bibelôs. Todas tem personalidades fortes e um desenvolvimento coerente. Lembrando que também existe um travesti homossexual que é provavelmente o ponto forte da narrativa.

Recomendo mesmo 100% este anime

Mirai Nikki

É um bom o anime. Eu gostei bastante da história e do desenvolvimento dela, mas não gosto muito de alguns personagens ‘-‘ se formos pela história, verão um anime incrível, mas se formos por alguns personagens…. é meio… ‘-‘ Tipo a Yuno é muito chata. É essencial no anime, mas muito chata na minha opinião. Yuki é outro. Mas o anime é bem fiche, gosto e recomendo para quem gosta de ação e consegue aturar personagens desse tipo xD. (“YUUUKIIII” bah, que irritante. Só a existência dela já me irrita ‘-‘) e também tem a mudança de personalidade, tipo: do nada Yuki começa a ser valente e tal, sendo que ele fica chorando o anime todo. Se bem que isso tem um lado bom, mostra que ele é um ser humano e que não quere ficar sempre na “Hero Time”, mostra um lado mais realista, como é a reação de uma pessoa normal diante de tudo o que acontecendo com ele.

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Tokyo Ghoul

Tokyo Ghoul, é um anime em que posso dizer que foi simplesmente sensacional, divinal, intrigante não tenho palavras para este anime, neste caso a história esta muito bem estruturada, com muita ação, sobrenatural, mistério entre muitos outros géneros. Foi incrível a imaginação que foi usada para a criação de tudo apesar do kaneki me fazer lembrar o Naruto com as 4 caudas da Kurama. É incrível toda a ideia das máscaras, dos “poderes”, e as personagens que são ótimas em termos de personalidade. A imaginação que teve de ser usada neste anime, nota-se que é bastante, e isso é muito bom, porque ajuda para que o anime não tenha, ou não pareça que tenha, tantos erros. Não só uma história bem desenvolvida, mas também tem bastantes pormenores, e um dos que me chamou mais a atenção foi a única coisa que eles podem comer, neste caso beber, como os humanos, café, podia ser tanta coisa e escolheram aquela que ficou perfeita na história, pois tudo se desenrola em volta de uma casa que vende café.Consegue-se ver as ligações que o anime tem. Muitas partes fazem sentido, mas existe sempre aquelas que baralham mais e acabam por confundir um pouco, e onde isso se nota mais é na segunda temporada, onde existe uma grande reviravolta na história, e a personagem principal é a que surpreende mais a sua mudança.

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Um aparte sobre o kaneki ken:

O Nosso kaneni é um jovem universitário muito gentil, altruísta e apaixonado por literatura, sendo órfão, kaneki é solitário e introvertido, tem em Hideyoshi Nagachika, o Hide, seu melhor amigo. Mas o ponto onde começa o drama da história ocorre quando Kaneki Ken se envolve em um incidente com um Ghoul. O Ghoul morre, e para que Kaneki possa sobreviver, o médico que cuida de Kaneki acaba transplantando partes do corpo do Ghoul para o corpo do nosso protagonista. A partir desse momento Kaneki Ken passa a ser metade humano e metade Ghoul.  Kaneki tem agora o apetite de um Ghoul e começa a manifestar o poder de tal ser.  Exatamente como um Ghoul, Kaneki não consegue mais ingerir alimentos normais para um ser humano, e começa a ter um desejo quase incontrolável de comer carne humana. O problema  é que ele ainda se sente um humano, e como já foi dito antes, kaneki é muito gentil, ele é o tipo de pessoa que prefere se ferrar em benefício ao outro, então ele sofre esse impasse entre não causar o sofrimento alheio e ter que se alimentar para sobreviver. Resumindo a forma como criaram este personagem foi fantástica.